Minha mãe teve câncer de mama, com êxito no tratamento quimioterápico e radioterápico, em 1.999. No entanto, mesmo após um sofrimento psicológico intenso, minha mãe, ao tomar a medicação Tamoxifeno, após receber uma quimioterapia extremamente cardiotóxica (que faz mal ao coração), apresentou dois AVCI's (acidente vascular cerebral isquêmico, ou derrame). O médico que a atendeu garantiu com sua palavra, após ver a ressonância magnética de minha mãe, que ela estava com um tumor no cérebro, e a cirurgia seria fundamental para sua recuperação.

Desta forma, minha mãe foi para o Centro Cirúrgico e, vinte e cinco dias depois, recebi o exame anátomo- patológico, onde o resultado era pior do que eu esperava: minha mãe fora vítima de erro médico, e enquanto o cirurgião achava que estava "removendo" o tumor, ele, na verdade, estava retirando massa encefálica.

Muitos problemas e seqüelas vieram, devido à manipulação cirúrgica indevida.

Minha vida anulou-se...

Minha mãe teve a vida anulada.

Alguns meses atrás, ao realizar exames de rotina para controlar o câncer de mama, foi descoberto um nódulo estranho em sua axila, e desta forma, partimos para uma nova  biópsia e assim, conseqüentemente, para mais uma cirurgia. No entanto, o anátomo patológico chegou e descobrimos que não tratava- se de uma metástase, e sim, de um tumor primário, ou seja, um tumor independente do primeiro que lhe causou a retirada da mama esquerda em 1.999.

As coisas foram acontecendo de tal forma, que entrei em profundo desespero quando o médico disse-me que não valeria a pena operá-la, e que seu tempo de vida era curto.

Hoje, meses depois, estou lutando para conseguir uma medicação chamada Arimidex, pois, o Tamoxifeno minha mãe não pode fazer mais uso e, desta forma, só me resta a medicação acima citada, cujo preço é de R$342,00 que, com desconto, sai por R$255,00.

Todas as portas se fecham, e meu desespero cada dia é maior, uma vez que diante do pagamento de transporte de minha mãe em ambulância, não posso pagar a medicação.

Não desejo me esconder no sentido de trocar nomes, pelo contrário, temos que ser muito fortes para enfrentarmos certas situações dramáticas e corrermos atrás dos prejuízos que essa doença nos traz.

Bem, eu, Elisabete, filha de Esther Kovac, não desejo que troquem nossos nomes, pois, é como citei acima, ou seja, a história de entes queridos nossos deve ser divulgada a fim de proporcionar alívio em algumas pessoas que encontram- se em desespero.

Sei que vou conseguir a medicação de minha mãe, e sei ainda que, NUNCA, MAS NUNCA MESMO DEVEMOS DESISTIR...

Coloco-me à disposição para sempre que necessário for, dar uma palavra de apoio a quem necessite.

Um grande abraço e que DEUS abençoe vocês todos!

Elisabete (filha de Esther)

Mai/2002

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