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Tinha 22 anos no mês de novembro de 2000, quando minha mãe descobriu
um caroço na mama esquerda. Ela passou no mastologista, e depois de vários
exames, entre eles mamografia e biópsia, foi confirmado o câncer de
mama.
No
início o nosso mundo desabou. Eu, meus irmãos, meu pai, só chorávamos,
pensamos até que iríamos perder nossa querida mãe. Marcamos outro médico
e o resultado foi confirmado.
Como
o tumor já estava grande, a cirurgia seria imediata: mastectomia
total.
O
médico achou melhor minha mãe fazer 4 sessões de quimio antes da
cirurgia. Começaram então, as sessões, sofria muito junto com minha
mãe ao vê-la com náuseas, diarréia, simplesmente acabada a cada
sessão. Após 3 dias, já recuperada, tinha sempre forças para
continuar o tratamento, embora fosse muito doloroso.
A
hora mais difícil foi quando os cabelos começaram a cair. Para não
demonstrar tristeza perto dela, logo a convenci a comprar uma peruca;
isso lhe fez muito bem, pois era parecida com o seu cabelo, depois se
acostumou com os lenços.
No
dia 31 de maio de 2001, minha mãe foi operada, ficou dois dias no
hospital, sei que não deve ter sido nada fácil ficar com o dreno e
ficar mutilada. Mas, na verdade, me deu um certo alívio, pois ela
estava livre daquele tumor, e graças a Deus tivemos tempo para operá-la,
quando muitas não têm essa chance.
Após
a cirurgia foram feitas mais duas sessões de quimioterapia.
Agora
minha mãe tem que fazer 28 sessões de radioterapia, já esta na 10ª.
Os gânglios que foram retirados do braço não estavam infectados.
Às
vezes choramos por coisas bobas, e só quando Deus nos coloca uma
aprovação é que percebemos que para sermos felizes basta ter saúde
e amar uns aos outros, o resto a gente corre atrás.
Minha
mãe é tudo na minha vida, sempre foi, sofri muito com essa doença,
cheguei a emagrecer 9 kilos. Foi então que percebi que nesse momento
minha mãezinha precisava muito de mim, e não podia desampará-la.
Nunca mais chorei perto dela.
Hoje,
só tenho motivos para agradecer a Deus por tudo, principalmente pela
coragem que deu à minha mãe, para que ela chegasse até o final
desse tratamento.
Nunca
desanimem diante de um problema. Por pior que ele pareça, reze, e peça
a Deus com fé que Ele te guiará.
Às
vezes tenho pesadelos com essa doença atacando minha mãe novamente,
pois o trauma do sofrimento é muito grande. Choro por qualquer coisa,
e me sinto frágil.
É
muito bom rezar para agradecer.
Esse
site foi o primeiro que li, e me ajudou a enfrentar com minha mãe
toda a trajetória.
Que
DEUS proteja a todas........
Juliana (filha
de Luzia)
Mai/2002
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